03 novembro 2011

Uma Questão de Perspectiva


As possíveis novas aquisições da Biblioteca do Exército é o assunto do dia na mídia: Folha. Partindo do pressuposto de que a bibliotecária responsável pela biblioteca especializada do Exército em Brasília tenha realizado um Estudo de usuário na referida instituição, e constatou uma necessidade maior para aquisição de livros literários, eu não vejo mal nenhum no fato de obras como “As Crônicas de Narnia” e a saga de “Crepúsculo” fazerem parte do acervo. Afinal de contas, aprendemos na academia a não sermos preconceituosos. Eu sei... trata-se de uma biblioteca especializada. Mas se a mesma não buscar formas de atrair seus leitores, vai acabar única e exclusivamente como “depósito de livros”. E presumi-se também, claro, que a escolha dos títulos devem ter o gosto particular da colega profissional. Eu no caso teria sugerido outros títulos. Que fique bem claro, não estou jugando nem defendendo a escolha dos títulos e sim o fato de toda biblioteca dedicar um espaço para as obras literárias. Foram selecionados também outros títulos, como obras do Filosófo Alemão Karl Marx.
Outra questão também é saber: a comunidade onde a mesma está situada tem acesso a essa biblioteca? Mesmo que seja só para consultar? Se tiver... acho pertinente.  Outra questão... Soldados do Exército não tem gosto pela leitura? Ou ainda, não levam livros para casa? Não tem momentos de lazer? Não tem filhos que gostem de ler esse gênero. Outro ponto muito latente que indago é: Será que o gosto literário tem mesmo haver com idade? Um adulto não pode gostar de Stephenie Meyer, ou uma criança não poderá gostar de Machado de Assis.  São questionamentos que nos leva a pensar que, quem os levam muito ao pé da letra, beira ao radicalismo e até mesmo a hipocrisia.
Creio que os livros existem para serem lidos, e que para se ler livros técnicos e/ou científicos sem achá-los fatigantes, é preciso antes que o leitor já tenha um hábito dantes adquirido lendo o gênero que mais gosta. Quem sabe... um soldado que não tem o hábito de ler, pode começar a frequentar está biblioteca e descobrir depois que gostar de ler inclusive os livros que antes julgava “chatos”. Tudo é uma questão de acesso e costume. Cabe ao bibliotecário facilitar o acesso ao conhecimento e dinamizar o gosto para a leitura desses usuários.

Um comentário:

  1. Ótimo post! Adorei como você abordou os diversos aspectos sobre o fato. Na minha leiga opinião, o fato de tentar aproximar o leitor e a biblioteca usando títulos famosos é por uma grande parte bom, mas pensando no futuro, encheríamos nossas bibliotecas de temas famosos? Sendo uma biblioteca especializada, acho que deve-se manter a "seriedade". Mas, lendo mais adiante pude perceber que isso não significa uma desintegração, quando você cita os filhos dos soldados, e diz que a leitura tem que ser estimulada de todos os jeitos. Parabéns!

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